sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Petrolina e os Coelho

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Petrolina e os Coelho


José  Calvino


Em conversação quando vivo com o escritor-sertanejo Geraldo Tenório Aoun, sobre Petrolina, com o admirável progresso daquele município sertanejo. Terras de pecuária, por excelência, não fica muito distante da região onde campeava o jagunço, salteador de vilas e cidades, no dizer de Euclides da Cunha: "A pátria dos homens mais valentes e mais inúteis do Brasil".

O coronel Clementino Fernandes Coelho, duas vezes sub-prefeito, era proprietário, no começo do século, de um armazém de tecidos, cereais etc, originando-se daquele empreendimento o formidável Grupo Coelho. Clementino de Souza Coelho, filho do antecedente, historicamente conhecido como Coronel Quelé, foi um exemplar pai de família, reunia ainda em sua pessoa as virtudes de varão de indiscutível probidade, invejável tirocínio político, aliado a uma não menos apreciável visão empresarial.
Ele e sua esposa, D. Josefa, geraram um elenco de gigantes que, como outros tantos Midas, pareciam transformar em ouro tudo aquilo em que tocavam. Como se contagiada pelo exemplo dos filhos empreendedores, a cidadezinha cresceu e agigantou-se, alcançando um nível de progresso capaz de causar inveja até mesmo a algumas capitais nordestinas. Os alentados descendentes do Coronel-Quelé têm apresentado, no mundo da política, uma performance à altura do seu desempenho nas atividades econômicas e de maneira simultânea, o que, por certo, vem refletir de forma positiva, em ambos os segmentos.

Eles são e foram: prefeitos, deputados, senador, governadores e o ex secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, nomeado ministro da Integração Nacional pela presidenta eleita Dilma Rousseff. Tudo isso põe em evidência o fato de que os homens empreendedores existem para domar as adversidades e não para serem vendidos por elas.

2 comentários:

  1. Eu gosto de te ler (livros e textos)
    Beijão!

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  2. Fico muitíssimo contente quando as pessoas me dizem que se interessaram depois de me terem lido os meus livros ou textos. Aproveitando o ensejo:
    O Coronel Quelé costumava receber em sua casa autoridades políticas, com a mesma destreza com que abraçava os mais simples. Quando o assunto era o Sertão, ele era taxativo para pedir e exigir. Em uma das passagens do livro Coronel Quelé, adversidade e bonança, há o relato de uma "chamada" que certa vez deu no então governador Barbosa Lima Sobrinho, em 1948. Hospedado na casa da família Coelho, o governador foi acordado às 07hs por Seu Quelé: "Governador, por favor acorde que o senhor veio passar muito pouco tempo aqui e precisa tomar conhecimento dos problemas da região. As oportuniddes que o senhor tem de vir até aqui são poucas e não se pode gastar tempo dormindo".
    Abração do,
    José Calvino
    RecifeOlinda

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