terça-feira, 13 de setembro de 2016

"Sua Excelência, o Povo"



“Sua Excelência, o Povo”
Por José Calvino


Certamente, a ministra Cármen Lúcia, que atualmente assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), com o discurso de que a atuação do Judiciário anda aquém das necessidades da população, tem razão. O protocolo orienta começar os cumprimentos pela mais elevada autoridade presente. A ministra iniciou o discurso, ao que tudo indica tenha lido o parágrafo único do Art. 1º da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce  por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Com certeza, a V.Exa há de sentir a minha sinceridade ao entender esta crônica   quando  concordo em número, gênero e grau com o que Dilma Carrasqueira e Azambujanra sempre  dizem: Nos outros governos, principalmente nas ditaduras Vargas, ou Estado Novo e Militar, os regimes eram apoiados pelas classes médias e por amplos setores das burguesias e  essas mesmas ditaduras regiam uma polícia que agia segundo os regimes, não respeitando a cidadania da ingente maioria do povo brasileiro (não houve prisões de amigos milionários e autoridades). A Justiça sempre foi conivente porque sempre envolvia como beneficiários os poderosos (grupos empresariais). Cadê o “sem preconceito de raça, cor ou credo”, do Direito Internacional dos Direitos Humanos, constituído em 1948 pela Declaração Universal dos Direitos Humanos? O nosso povo não tem o hábito de ler e relembro sempre que, até hoje, nenhum governo investiu decentemente na educação, saúde e emprego digno, resultando disso um povo alienado, que não lê sequer jornal.

Mais uma vez relembro que os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) há anos estão corrompidos e que os cidadãos estão reféns dos desmandos de quem deveria defender seus direitos. O Ministério Público, por exemplo, não vejo até agora resolver nada que o cidadão manifesta contra o descumprimento  das leis e das “pequenas”  corrupções por parte dos governos Federal, Estadual e Municipal. O que dirá das “grandes” corrupções por parte das grandes empresas e governo.



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