sábado, 13 de setembro de 2014
Fotos
Foto
1 – Identidade da então 7ª Cia de Polícia do Exército (PE) 25/04/1960.
Foto
2 – Saudoso irmão Maviael e minha irmã Altair, na escada da casa do tempo da
antiga Great Western – Casa Amarela (anos 60).
Foto
3 – Primeira comunhão na Paróquia Bom Jesus do Arrayal em 24/11/1949. Época em que o catolicismo era
a religião dominante no Brasil.
Sobre o Museu do Trem II
Sobre
o Museu do Trem II
Por
José Calvino
Há
uma esperança para o Museu do Trem, no Recife, que estava num completo
abandono. Constatei que já deram início pela restauração na centenária Estação
Central do Recife. Segundo informações colhidas, seu acervo descrito será
transformado na Estação Central da Cultura . Pois foi publicado no caderno
Cidades do Jornal do Commercio (12/08/2012) que já deram início à restauração da
centenária Estação Central do Recife. O nome do saudoso compositor Capiba seria
uma homenagem do Banco do Brasil, porque ele trabalhou lá. Ele nunca foi
ferroviário, nem tão pouco ligado à ferrovia. Esperamos o bom senso na escolha
do nome, aproveitando o ensejo, como há uma esperança para o Museu do Trem, é
bom lembrar que lá estão fotografias do engenheiro Genaro Campello, do
sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, do ex-colaborador do JC e ex- repórter
fotográfico ferroviário José Alcindo de Souza, doado pelo então jornalista do
JC, José do Patrocínio.
Constam também licenças de trem, passes livres de serviço
(ida e volta), gabinete do telegrafista com aparelho telegráfico e o alfabeto
com Código Morse, desenhos de lápis cera/papel de Gilberto Freyre e de Marly
Motta, óleos sobre tela (1970) e de Anneliese Tulliola, óleo/eucatex. Além de muitas
peças e instrumentos históricos com mais de cem anos.
Livros
diversos, inclusive alguns de minha autoria, como O ferroviário, Trem Fantasma,
Trem & Trens (teatro). Há um prato de ágata de 1872, adquirido em
antiquário em Londres, onde nasceu a idéia da estrada de ferro Great Western
para transporte do açúcar em Pernambuco.
O
Museu do Trem fica na centenária Estação Central do Recife, Praça Visconde de
Mauá s/n, bairro de São José, próximo à Estação do Metrô.
Nota-
Vejam a propaganda enganosa sobre o projeto do Banco do Brasil!
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Morro & Alto
Morro & Alto
Por José Calvino
Morro da Conceição & Alto José do Pinho. Dia dos Pais, o menino interrogou ao pai:
-O Morro é alto?
-Baixo é que não é! A nossa casa foi construída no alto do Morro. Alto José do Pinho é um lugar elevado, igual o Morro da Conceição.
Houve tempo (da ignorância) de muitas desavenças, no sentido metafórico: ‘A vida é cheia de altos e baixos’. Sei que, no Alto, no Morro, me sinto pertinho da lua e das estrelas e meus olhos poeticamente contemplam.
O Morro e o Alto têm artistas e poetas, oriundos de diversas culturas e, nesse aspecto, se igualam. Sempre muito poética a nossa conversa sobre o Morro e o Alto. Dia dos Pais, vocês foram o melhor presente!”
Recife, 10 de agosto 2014.
Obs.: Publicado no Literário: Um blog que pensa - http://pbondaczuk.blogspot.com/
São Paulo, 26 de agosto 2014.
domingo, 24 de agosto de 2014
Fatos que acontecem
Fatos
que acontecem
Por
José Calvino
Fatos
que acontecem no Brasil
que
passam ilesos pela censura;
uma
investigação para um poema;
uma
resma de papel não foi preciso.
Fatos
que acontecem sem notícia
que
matam e se roubam;
um
silêncio sem qualquer declaração;
por
que escrevemos poemas?
Fatos
que acontecem sem razão,
milhares
já foram presos nos quartéis;
lutamos
e lutaremos do lado da razão.
Fatos
que acontecem para ser dito
sem
medo de denunciar as injustiças sociais,
um
mapa do Brasil.
Recife, dez/1983
Recife, dez/1983
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Morro & Alto
Morro
& Alto
Por
José Calvino
Morro
da Conceição & Alto José do Pinho.
Dia
dos Pais, o menino interrogou ao pai:
“O
Morro é alto?”
“Baixo
é que não é!
A
nossa casa foi construída no alto do Morro,
Alto
José do Pinho é um lugar elevado
igual
o Morro da Conceição.
Houve
tempo (da ignorância)
de
muitas desavenças,
no
sentido metafórico:
‘A
vida é cheia de altos e baixos.’
Sei
que, no Alto, no Morro,
Me
sinto pertinho da lua e das estrelas
e
meus olhos poeticamente contemplam.
O
Morro e o Alto têm artistas e poetas,
oriundos
de diversas culturas
e,
nesse aspecto, se igualam.
Sempre
muito poética a nossa conversa
sobre
o Morro e o Alto.
Dia
dos Pais, vocês foram o melhor presente!”
Recife,
10 de agosto 2014.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Na estação II
Na
estação II
Por
José Calvino
Na
sala telegráfica da estação!
Lembranças
me atropelam,
aqui
me nascem poesias...
Na
sala telegráfica da estação!
Fico
manipulando o telégrafo e datilografando,
quem
olha vê o meu objetivo...
Na
sala telegráfica da estação!
Com
os meus dez dedos plantados,
datilografando
sem olhar pro teclado...
Na
sala telegráfica da estação!
Eis
o meu poema,
mais
uma vez a difusão:
Divulgo
os textos para que façam um escambo.
Gil e Ariano
Gil e Ariano
Por José Calvino
Em conversa com o artista plástico Laerte Estevão, mais conhecido como “Profeta 2000”, que depôs no velório do escritor Ariano Suassuna, no Palácio do Campo das Princesas: “Cala-se a voz, permanece a pessoa, seu espírito", relembramos quando o escritor paraibano (que era membro da Academia Brasileira de Letras), foi um dos concorrentes ao Prêmio Nobel de Literatura 2012, promovido pela Academia Sueca. Ele merecia, pois há traduções de algumas de suas obras em francês, italiano, alemão, holandês, polonês e inglês. Mas, mesmo após 110 anos de existência do Prêmio Nobel, um escritor brasileiro nunca foi ganhador. Mo Yan é o segundo chinês a receber o referido Prêmio; o primeiro, no ano 2000, foi atribuído a Gao Xingjian, um escritor chinês exilado na França e naturalizado francês em 1997. Pesquisando, descobri que Mo Yan, na verdade, se chama Guan Moye. "Escolhi esse pseudônimo, que significa não fale, em homenagem aos anos em que não podíamos dirigir a palavra a ninguém", contou, em entrevista ao jornal El País.
Bem, caros leitores, vamos falar, em resumo, nos dramaturgos que são o título desta crônica.
Ariano Suassuna era uma personalidade importante no País no campo da literatura, e isso não podemos negar, mas como secretário de Estado, nunca se manifestou em prol das realizações locais, baseadas nos livros dos autores nordestinos. Ele preocupava-se apenas com os seriados da TV Globo e com as encenações de suas peças teatrais (Armorial/Aula-espetáculo). Já foi vaiado e fortemente criticado (1998) pelos especialistas locais e do Sul do País, durante abertura do 1º Festival Recife do Teatro Nacional. Na minha opinião, como escritor ele foi nota "10", porém como secretário minha nota é "0"! De formação calvinista e posteriormente agnóstico, Ariano converteu-se ao catolicismo e, desde então, subia todos os anos (8 de dezembro) o Morro da Conceição para homenagear a Santa. Sobre o Auto da Compadecida, ele dizia que a obra se baseava nos romances e histórias populares das feiras livres do Nordeste, sobretudo a de Taperoá, onde morou nos anos 30. Trago à tona aqui o que se comentava, que em “A Compadecida” se notava um parentesco com as tradicionais peças da Alta Idade Média, geralmente estabelecidas como “Os Milagres de Nossa Senhora”, no mais das vezes muito profanas, quando o herói em situação árdua apela para Nossa Senhora, que aparece e o salva. Muitos leitores acham que Ariano plagiou a obra dos autos de Gil Vicente e que se relaciona como teatro espanhol do século XVII, como também algo em comum com os personagens da comédia dell’arte, destacando-se na figura de João Grilo, que lembra as características do “arlequim”. Do meu ponto de vista, não houve cópia, até porque quando João Grilo fica admirado ao ver o Cristo negro, este responde que veio assim para mostrar que para ele tanto faz ser branco ou negro, uma vez que não é “americano para ter preconceito de cor”. Lembrei-me do personagem do meu livro “O Cristo Mulato”, nazareno porque nasceu em Nazaré da Mata, interior de Pernambuco. Em Gil Vicente, na peça “Auto da Barca do Inferno”, encontramos a intenção do autor em expor de forma satírica os grandes vícios humanos nos seus personagens, que se apresentam no porto em busca do transporte para o outro lado, dentro da visão católica e platônica de céu e inferno. Gil Vicente foi considerado um autor de transição entre a Idade Média e o Renascimento. A estrutura das suas peças e muitos dos temas tratados foram desenvolvidos a partir do teatro medieval, defendendo, por exemplo, valores religiosos. No entanto, alguns apontam já para uma concepção humanista, assumindo posições críticas.
Gil Vicente e Ariano Suassuna eram católicos fervorosos.
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